quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Jejum de Novelas


Em 2022 completaram-se 10 anos que eu não acompanho novelas. Ao menos não novelas inéditas na TV aberta - a última foi Avenida Brasil. E das novelas reprisadas, nesses 10 anos eu vi acho que duas pela internet e, na TV a cabo, eu devo ter visto uma novela a cada 3 anos.

Às vezes eu vejo alguns segundos da atual novela das 9 quando estou de passagem pela sala. E nessa novela às vezes eu vejo Alessandra Negrini, que também esteve em Paraíso Tropical, a última que eu revi, reprisada no Canal Viva ano retrasado. Na minha opinião, Paraíso Tropical (2007) foi a última boa novela do Gilberto Braga - embora a qualidade tenha caído após Celebridade (2003) - que era o meu autor de novelas favorito.

Vendo Alessandra Negrini atualmente na TV por breves segundos me fez lembrar daquela novela, onde ela interpreta duas personagens: as irmãs Paula (a boa) e Taís (a má). E esse é o núcleo que eu mais gostava. Muita gente fala do núcleo dos personagens Olavo e Bebel, mas eu nunca gostei muito desse núcleo; apesar de eu considerar Wagner Moura um ótimo ator.

Em uma das cenas, Taís (que na verdade é a Paula), que havia sido dada como morta, reaparece de surpresa para Paula (que na verdade é a Taís), deixando Paula (Taís) chocada com a situação. Isso depois de Daniel, interpretado por Fábio Assunção, ter convivido durante dias com sua esposa Paula (Taís) enquanto Taís (Paula) estava desaparecida, antes de Daniel descobrir toda a farsa de Paula (Taís). Nessa cena todas as pessoas na mesa sabiam previamente o que ia acontecer nessa armação surpresa feita pela Taís (Paula), fazendo também o mesmo jogo. Todos sabiam, exceto duas: a Paula (Taís) e sua amiga Marion.

Não sei se deu nó no cérebro, mas aqui está a cena em questão...




Esse foi realmente um excelente trabalho da Alessandra Negrini. Eu diria até que, durante um período da novela, ela interpretou quatro personagens: a Paula, a Taís, a Taís se fazendo de Paula, e a Paula se fazendo de Taís.




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