quinta-feira, 14 de maio de 2026

CANNES 2026



Ao menos para mim, é no Festival de Cannes (cujo pôster oficial homenageia um filme de alguma nacionalidade e de alguma época da história do cinema) que começa realmente a temporada a cada ano. Não é o primeiro festival do ano, mas é aqui que eu realmente começo a ficar antenado nos lançamentos.

Na lista da competição principal, há alguns títulos que talvez eu veja, mas ainda não tenho certeza. Por exemplo, El ser querido, que, pelo que pesquisei, parece ser quase uma refilmagem de Valor Sentimental. E também o filme do Hirokazu Kore-eda, Sheep in the Box, que parece esteticamente bonito, mas com uma história nada original. E não sei bem o que esperar de Fjord, novo filme com Renate Reinsve, mas certamente verei.

Eu posso vir a gostar desses filmes, mas, dentre os títulos da lista desta edição, os que eu mais aguardo são:

- Parallel Tales (Histoires Parallèles), de Asghar Farhadi

- Bitter Christmas (Amarga Navidad), de Pedro Almodóvar

- Fatherland (Vaterland), de Paweł Pawlikowski

Aguardo principalmente este último, o filme do Pawlikowski que dirigiu, entre outros, Guerra Fria (Zimna wojna), de 2018.

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Atualização:

Eu não conheço os filmes, mas a lista de premiações é questionável: premio de melhor ator para dois atores de um mesmo filme, prêmio de melhor atriz para duas atrizes de um mesmo filme. Como se não bastasse, empate no prêmio em direção, sendo que um dos filmes foi feito por dois diretores.

No meio de decisões desleixadas, porém, achei interessante a escolha do prêmio principal, a Palma de Ouro, para Fjord. Renate Reinsve tende a atrair prêmios em Cannes: ano passado, Valor Sentimental ganhou o Grand Prix, que equivale ao segundo lugar. Na edição de 2021, ela ganhou um merecido prêmio de melhor atriz por A Pior Pessoa do Mundo — embora o filme merecesse a Palma de Ouro (há uma regra de que um filme pode ganhar mais de um prêmio; desde que um deles não seja o prêmio principal).

Não sei se o prêmio para Fjord foi merecido, mas era para ser a terceira vez que um filme com a Renate ganha a Palma de Ouro.



segunda-feira, 9 de março de 2026

SE EU FOSSE UM DOS MEMBROS DA ACADEMIA DE ARTES E CIÊNCIAS CINEMATOGRÁFICAS...


...essas seriam as minhas escolhas para votação:


Canção: Viva Verdi! (Sweet Dreams of Joy)

Trilha Sonora: Uma Batalha Após a Outra

Maquiagem e Penteado: Frankenstein

Efeitos Visuais: Avatar: Fogo e Cinzas

Figurino: Frankenstein

Som: Pecadores

Desenho de Produção: Frankenstein

Montagem: Valor Sentimental

Fotografia: Uma Batalha Após a Outra

Produção de Elenco: O Agente Secreto

Roteiro Adaptado: Uma Batalha Após a Outra

Roteiro Original: Valor Sentimental

Filme Internacional: Valor Sentimental

Direção: Paul Thomas Anderson - Uma Batalha Após a Outra

Atriz Coadjuvante: Inga Ibsdotter Lilleaas – Valor Sentimental

Ator Coadjuvante: Stellan Skarsgård – Valor Sentimental

Atriz: Rose Byrne – Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria

Ator: Ethan Hawke – Blue Moon

Filme: Valor Sentimental


São as minhas preferências somente nas categorias em que vi todos os filmes, independentemente das chances de ganharem. Nas outras cinco categorias (três de curtas, documentário e animação), todo ano eu me interesso em ver um ou dois de cada.

Algumas ressalvas sobre a minha lista:

Como sempre, acho que as categorias de som deviam ter permanecido separadas como edição de som (onde eu escolheria Pecadores) e mixagem de som (Sirāt).

Eu nunca fui fã dos filmes Avatar (apesar de serem feitos pelo meu diretor contemporâneo favorito).

Em Desenho de Produção e Figurinos, acho que Frankenstein tem ótima qualidade. Mas quantas vezes já vimos esses estilos antes? Ao assistir, fiquei sempre me lembrando de, entre outros filmes, Barry Lyndon e, principalmente, Drácula de Bram Stoker.

Eu queria que 2025 tivesse um roteiro adaptado melhor.

O filme que eu mais aguardava não apenas não me decepcionou, mas acabou se confirmando como o meu favorito do ano.

Para melhor atriz, inicialmente achei que ficaria na dúvida entre Renate Reinsve e Jessie Buckley (coincidentemente, as duas que eu teria premiado na edição de 2022, em categorias diferentes, se as premiações e indicações dependessem de mim). Mas então veio Rose Byrne e tudo mudou. Ainda assim, não é um filme para qualquer pessoa — não recomendo ver em um mau dia.

Embora a Rose tenha ganhado no Globo de Ouro, não acho que tem muita chance no Oscar. Talvez nem a Renate, que tem em Valor Sentimental a sua melhor atuação; embora eu ainda considero A Pior Pessoa do Mundo o melhor filme.