Acredito que um filme deva ser avaliado de acordo com a sua proposta. E, se por um lado Era Uma Vez em... Hollywood não tem a proposta que se espera, por outro lado não há como não admirar a ideologia da história que o filme se propõe a contar. São relatos de personagens fictícios contados paralelamente às histórias de personalidades verídicas, e como tudo se encontra no ato final. Geralmente há licença dramática em qualquer arte da escrita baseada em fatos. Mas, nesse caso, eu diria que o seguinte: não é fato com licenças dramáticas, mas sim licenças dramáticas com fato (se eu não estiver sendo muito claro, para quem não viu o filme, é melhor que seja assim). Um exemplo disso é que toda a atmosfera de perigo e a violência do estilo do diretor/roteirista realmente estão no filme, mas são manifestadas através dessa criatividade.
Sobre os aspectos artísticos e técnicos, todo o filme tem ótima qualidade, incluindo sacadas de diálogos. Mas aqui eu destaco especialmente o trabalho do Tarantino como diretor, a atuação do DiCaprio, a direção de arte e a fotografia.

