segunda-feira, 29 de junho de 2009

Música e Novelas

Nos últimos anos, meu gosto por música mudou. Ou melhor, ficou mais variado, mais abrangente, sem eu deixar de gostar das músicas que eu sempre gostei.

Uma música que fez parte do meu dia hoje me fez relembrar a novela A Favorita, e foi este o motivo de eu escrever este post, porque esse sempre foi um dos meus assuntos preferidos: o Top das novelas brasileiras.

Tem época que eu acompanho novela e tem época que eu não acompanho nenhuma novela. A primeira novela que eu vi foi "A Gata Comeu", de 1985, com a Christiane Torloni - todo garoto pré-adolescente tem a sua inspiradora, por assim dizer. Mas eu tive interesse pela novela em si também.

Às vezes surgem novelas que parece que vão entrar na lista das mais marcantes, mas não entram. São boas, mas não imortais. Além de tantas outras que são é ruins mesmo.

A última que foi marcante para mim, ainda está recente: A Favorita.

Algumas outras novelas que também fizeram parte da lista de clássicos, são:

- Roque Santeiro

- Selva de Pedra (1986)

- Roda de Fogo

- Rainha da Sucata

- O Dono do Mundo

- A Viagem (1994)

- A Próxima Vítima

- Celebridade

- Vale Tudo (essa é definitivamente a minha "favorita")





Elenco principal de Vale Tudo:

Ator/Atriz - Personagem

Regina Duarte - Raquel Accioli

Antônio Fagundes - Ivan Meireles

Glória Pires - Maria de Fátima

Carlos Alberto Riccelli - César Ribeiro

Cássio Gabus Mendes - Afonso

Cássia Kiss - Leila Cantanhede

Reginaldo Faria - Marco Aurélio

Beatriz Segall - Odete Roitman (!)


Eu acompanhei Vale Tudo e sua ótima trilha em 1988, vi a reprise no Vale a Pena Ver de Novo em 1992, e espero que seja exibida pela terceira vez, como já fizeram com uma ou outra novela. Se reprisarem novamente e eu não puder estar em casa no horário, eu programo o gravador de DVD todos os dias.


É uma das músicas da novela A Favorita que me inspirou a escrever este post, "É o Que Me Interessa", de Lenine.









sábado, 27 de junho de 2009

O Filme

Agosto de 1994: justo no mês do meu aniversário (dia 15), eu vi na TV um trailer de um filme que estava em cartaz no cinema. O filme era Forrest Gump. Até então eu já tinha visto vários trailers de filmes, mas aquele momento foi marcante pra mim, porque até então eu não sabia que um trailer podia atrair tanto uma pessoa. Eu fui para o cinema na primeira oportunidade que eu tive.

Ao sair do cinema, eu já estava com minha opinião formada: Forrest Gump é o meu filme favorito. Percebi então que não era o trailer que havia me atraído, mas sim o próprio filme. O filme me "seduziu" antes mesmo de eu conhecê-lo.

Alguns detalhes do filme serão revelados aqui, então eu recomendo este post, preferencialmente, para quem já o conhece, ok?

Até hoje é difícil explicar o que faz o filme ser o meu favorito. Não é uma coisa, nem são duas e ou três coisas - cada uma delas é mais abrangente do que palavras podem explicar. Mas eu vou tentar.

Uma das razões é porque Forrest Gump tem um pouco de tudo: drama, comédia, ação, romance, aventura...

Outra razão é a incrível hístória de um personagem fictício que, apesar de suas limitações, passa por vários acontecimentos históricos dos Estados Unidos, sem saber que está fazendo partes deles, e mais: influenciando diretamente nesses fatos para acontecerem exatamente como conhecemos hoje.

Tudo que Forrest faz no filme é motivado pelas três pessoas em quem ele mais confia: a sua mae, o seu amigo Bubba e a mulher que ele ama, Jenny. Seguindo os conselhos deles, Forrest - um rapaz de QI baixo - se livra de algumas de suas limitações, joga Futebol Americano, conhece pessoalmente alguns presidentes americanos, "se gradua na universidade", vai para o exército na década de 60, é condecorado, conhece celebridades de outras áreas, joga ping-pong, pesca camarão, se torna ele mesmo uma celebridade.

O percurso de sua vida começa no período na década de 50, passa pela época do nascimento do Rock, a era hippie, Nixon e o Caso Water Gate, até chegar à década de 80. Nesse trajeto, todas as pessoas que interagem com ele têm as suas vidas mudadas para melhor (ainda que alguns deles não percebam isso de imediato) e algumas vezes não se trata de uma ou duas pessoas, mas sim o povo americano.

Aliás, esse é um dos temas principais do filme: Todos nós temos um destino? Ou apenas "flutuamos" por ai? Eu considero o filme uma perfeita resposta para essa pergunta.

Esses são alguns dos motivos pelos quais Forrest Gump é para mim o melhor filme de toda a história do cinema.
















O trailer que eu vi na época foi uma propaganda da TV quando o filme estava em cartaz, não é o tipo de trailer que se acha em qualquer lugar, seja na internet ou como parte de material extra de DVD. De qualquer forma o vídeo abaixo mais ou menos resume algumas coisas que o filme tem de bom (o vídeo também revela muitas coisas da história).

terça-feira, 23 de junho de 2009

sábado, 20 de junho de 2009

No Lugar Mais Óbvio

Às vezes não conseguimos ver a floresta por causa das árvores.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Alto Astral e Muito Agito

The Cure é uma das bandas que eu mais curto, desde 1987 (ou 86, não sei exatamente). Me lembro que na época eu comprei a fita K-7 do álbum "Staring At The Sea", que foi sem dúvida o lançamento de maior sucesso deles.

Há poucos anos eu comprei o CD do mesmo álbum. Todas as músicas são ótimas. Hoje especialmente eu tive vontade de ouvir e dançar "Close to Me".

Não dá pra ficar parado, dá?

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Qualidade de Vida

Ando devagar porque já tive pressa,
E levo esse sorriso, porque já chorei de mais,
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe,
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, ou
Nada sei, conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs.
È preciso amor pra puder pussar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir.

Penso que cumprir a vida, seja simplesmente
Compreender a marcha, ir tocando em frente,
Como um velho boiadeiro, levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu vou,
Estrada eu sou, conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maças,
È preciso amor pra puder pussar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora,
Cada um de nos compõe a sua historia, cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz, e ser feliz,
conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maças,
È preciso amor pra puder pussar, é preciso paz
Pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir

Ando devagar porque já tive pressa,
E levo esse sorriso, porque já chorei de mais,
Cada um de nos compõe a sua historia, cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz, e ser feliz

Almir Sater


domingo, 14 de junho de 2009

Grand Prix

Uma das minhas paixões é a Fórmula 1. Este ano está completando exatamente 10 anos que eu acompanho. Naquele ano o finlandês Mika Hakkinen foi campeão pela segunda vez, o segundo título consecutivo dele. Eu comecei com o pé direito, pois eu estava torcendo para o finlandês. Na corrida decisiva, embora Hakkinen estivesse disputando o título com Eddie Irvine da Ferrari, o maior problema do Hakkinen, na pista, seria o Michael Schumacher, companheiro de equipe de Irvine. Schumacher poderia impedir Hakkinen de ter um bom resultado ou até mesmo tirá-lo da corrida. Foi uma disputa emocionante e deu tudo certo para o finlandês.

Depois disso, o que aconteceu de lá pra cá? Em ordem cronológica:

- Michael Schumacher foi campeão cinco vezes seguidas, conquistando um total de sete títulos mundiais;

- Fernando Alonso foi campeão duas vezes seguidas (com o Schumacher ainda na ativa);

- Kimi Rikkonen foi campeão pela primeira vez (venceu algumas vezes naquele ano, mas teve sorte na corrida decisiva);

- Lewis Hamilton se tornou o primeiro negro a ser campeão.

Este ano estamos vendo uma daquelas temporadas de Fórmula 1 cujo título mundial já parece ter dono garantido desde as primeiras corridas do ano - ou seria "Fórmula Jenson Button"?

Depois que eu comecei a me interessar por essa categoria do automobilismo, foi inevitável que eu acabasse tendo curiosidade sobre o Ayrton Senna. Hoje eu já tenho algum material sobre ele, principalmente documentários das temporadas que ele disputou, além de algumas corridas inteiras. Encontrei quase tudo na internet, de colecionadores particulares. E não selecionei apenas vitórias dele, mas também corridas disputadas e emocionantes, independente do resultado. Uma das coisas que eu aprendi com a Fórmula 1 é que, tão emocionante quanto torcer, é admirar. Admirar a mágica da combinação de talento e Fair Play que levam à conquista da vitória, mesmo que seja ou sejam adversário(s) de quem torcemos. Acabei extendendo essa minha visão para outros esportes também. Os maiores adversários de Senna foram Alain Prost, Nelson Piquet, Nigel Mansell e o Schumacher, este último mais para o final da época do Senna. Foram 11 temporadas de duelos memoráveis nas pistas.

Meu interesse se extendeu para toda a história da Fórmula 1, desde 1950. Eu costumo rever os grandes momentos de grandes pilotos do passado como o argentino Juan-Manuel Fangio e o escocês Jim Clark.

Em termos de disputa na pista, o meu duelo favorito é o que aconteceu entre Gilles Villeneuve (canadense) e Renè Arnoux (francês), no circuito de Djon, na França, em 1979. Na época, Villeneuve pilotava uma Ferrari, e Arnoux guiava um Renault.

Apertem os cintos!

sábado, 13 de junho de 2009

Little Joy

Little Joy é uma banda estado-uninense de indie rock formada em 2007 e radicada na Califórnia. O grupo é composto por Rodrigo Amarante, Fabrizio Moretti e Binki Shapiro.

O guitarrista e vocalista dos Los Hermanos, Rodrigo Amarante conheceu o baterista do grupo The Strokes , Fabrizio Moretti, em 2006, durante um festival em Lisboa, no qual as duas bandas se apresentaram. Em 2007, com a pausa "por tempo indeterminado" anunciada pela banda carioca, Amarante viajou a Los Angeles para colaborar no álbum Smokey Rolls Down Thunder Canyon de Devendra Banhart. Encontrou Moretti durante os intervalos das gravações. Por amizades mútuas, conheceram a multi-instrumentista Binki Shapiro, que os encorajou a trabalhar nas canções que Moretti havia começado a escrever. A banda então se mudou para uma casa na região do Echo Park de Los Angeles para escrever mais músicas originais e gravar algumas demos. Foram batizados de "Little Joy" em razão de um bar que fica nas proximidades. O cd homônimo foi gravado com o auxílio do produtor Noah Georgeson, que Amarante havia conhecido durante as gravações com Devendra. Foi lançado pela gravadora Rough Trade Records em 4 de novembro de 2008.

Fonte: Wikipédia.

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Me identifiquei totalmente com as músicas do Little Joy e com os integrantes - a Binki, Fabrizio e os demais, que formam uma bela parceria com Amarantes. Confesso que eu não acompanhava o sucesso do Los Hermanos, mas de qualquer forma surgiu uma nova e ótima banda.





sexta-feira, 12 de junho de 2009

A História Não Tem Fim

Em 1983, eu vi na TV um especial para crianças chamado "Plunct, Plact, Zoom". Uma aventura com alguns números musicais de grandes nomes da música, como Raul Seixas, Eduardo Dusek, Maria Bethânia, entre outros.

Os anos se passaram e eu nunca mais vi esse especial, nem na TV, nem em VHS (se é que foi lançado em VHS na época) nem em lugar nenhum. Eu me lembro que pedi aos meus pais para comprar o LP com as músicas (lembra daquele discão preto). Na época, ouvindo as músicas eu me lembrava daquele programa, e, como sabemos, recordar é viver.

Cerca de 1 ou 2 anos depois eu fui tendo outros interesses de adolescente, e eu não ouvi mais o disco. Quando eu tinha de 10 anos, eu não costumava refletir nas músicas em termos de letras e suas mensagens, eu só gostava mesmo dos embalos, seja lá qual fosse o ritmo.

Hoje, 26 anos depois de eu ver aquele especial, alguma coisa aconteceu em mim. Eu comecei a ficar interessado em reviver aquele programa. Eu pesquisei e encontrei em sites de vendas, pessoas que gravaram o programa na época, conservaram ao máximo que é possível em se tratando de uma gravação em VHS de anos atrás, e há algum tempo converteram para DVD.

Bem, eu ainda não comprei esse produto. Porém, a minha pesquisa também foi voltada para as músicas daquele programa. Eu acabei descobrindo porque alguma coisa me moveu, consciente ou inconscientemente, para eu fazer a pesquisa. Algo que ficou guardado em mim como uma semente do passado que foi regada por algum elemento atual. Uma das músicas do especial que eu resgatei é uma que foi cantada no final do programa, pela Maria Bethânia. Chama-se "Brincar de Viver".

Ouvir essa música hoje, sendo eu a pessoa que sou hoje, devo dizer que foi uma das experiências mais incríveis da minha vida. Além de ser uma belíssima canção, ela tem uma letra que tocou no fundo da minha alma, principalmente nessa atual fase da minha vida (que mencionei no primeiro post que fiz no meu blog). Estou postando a música aqui porque creio que provavelmente, de alguma forma, a música significa algo de positivo para todos nós.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Tênis



Atualmente o meu esporte favorito é o Tênis. Comecei a acompanhar na TV por acaso, em 2004. Mudando de canal, procurando algo para ver, acabei me deparando com uma mulher loira de olhos verdes, 1,88. A beleza dela, não sei explicar o que aconteceu, mas me paralizou no canal por alguns instantes. Foi durante o torneio de Wimbledon, no qual ela viria a ser campeã naquele mesmo ano.

Maria Yuryevna Sharapova, ou Maria Sharapova.






Isso foi no mês de julho daquele ano. Nas semanas seguintes, toda vez que eu a via na TV, eu ficava no canal vendo as partidas. No início eu achei o Tênis meio estranho, em termos de pontuação e regras: "Putz, não tô entendendo nada do que tá acontecendo". Aos poucos fui entendendo o esporte, as regras: primeiro saque, segundo saque; aprendi o que significam os termos e as jogadas que recebem os nomes que são usados e falados internacionalmente como forehand, backhand, topspin, slice, voleio, smash, as pontuações de 0, 15, 30, 40, vantagem, game, set e match, além de outras coisas.

Na retrospectiva 2004 do Sportv, eu vi uma ótima matéria sobre um tenista suiço que havia se tornado o número 1 do ranking naquele ano e havia dominado quase que completamente o Tênis masculino naquela temporada. Me surpreendi com as imagens das várias partidas e com as jogadas que o cara fazia. Eu me perguntei: "caraca meu, quem é esse cara?"


Roger Federer


Federer foi número 1 do mundo durante quatro anos e é considerado por muitos o melhor tenista de todos os tempos (sempre há a discussão se seria ele ou o Pete Sampras ou Rod Laver).

Aos poucos eu fui me familiarizando e me interessando também por esse esporte em si e comecei a ficar por dentro de todos os torneios, datas e partidas, admirando também o jogo de outros grandes tenistas, como Kim Clijsters, Rafael Nadal, Ana Ivanovic (uau!), Marat Safin, Justine Henin e vários outros.

Em 2008 eu comecei a praticar o Tênis, tendo aulas em um clube no bairro Pampulha. É um esporte muito bacana, mas é um pouco mais difícil do que eu imaginava. Os tenistas profissionais fazem o Tênis parecer um esporte fácil.

Existem 3 tipos de piso: quadra dura, quadra de saibro (que tem a aparência de terra batida) e o tipo de quadra no qual eu mais tenho vontade de jogar: quadra de grama (natural).

Eu estou achando ótimo praticar este que eu considero ser o mais belo esporte do mundo.